Empréstimo para MEI: Entenda como funciona

Se tornar empreendedor é ter o desejo de oferecer um produto ou serviço para o mercado de forma irreverente, com a proposta de entregar algo seguro, confiável e de qualidade.

Para isso acontecer é preciso ter a disciplina para trabalhar por conta própria. E se responsabilizar pela formalização do próprio negócio é um passo crucial para quem pretende se tornar um MEI.

O Microempreendedor Individual tem a chance de exercer suas atividades econômicas de forma legal e conta com a possibilidade de ser assistido pela previdência social, em caso de necessidade, pode emitir NF-e, e solicitar crédito junto às instituições financeiras de forma mais simples, sem complicações.

Além disso, a forma de tributação sobre suas vendas de mercadorias e serviço se dá de maneira simplificada.

Com a inscrição habilitada em um CNPJ, os tributos são pagos através da quitação da guia DAS – meio exclusivo para empresas enquadradas no regime tributário Simples Nacional.

Como solicitar empréstimo para a sua empresa

No início do seu próprio negócio, dificilmente você detém capital próprio o suficiente para iniciar suas operações e manter suas atividades ao menos nos primeiros anos.

É por também pensar assim, que instituições financeiras autorizadas e com o apoio do BNDES, oferecem empréstimos com condições mais amigáveis às empresas, como uma forma de investir e fomentar o crescimento do número de pequenas empresas.

O empréstimo funciona como uma injeção de capital de terceiros em seu negócio, e ele é muito útil para novas empresas, empresas em processo de expansão ou em dificuldade financeira.

Para solicitá-lo, a empresa precisa atender uma série de exigibilidades impostas pelas instituições financeiras como forma de apresentar garantias sólidas reais ou avalistas.

Antes de selecionar a instituição financeira em que irá solicitar o empréstimo ou o financiamento, pesquise todas as opções do mercado e tenha informações quanto a prazos, limites, fatores de restrições, taxas e outros custos, e atente-se quanto ao custo efetivo total, pois essas informações costumam variar de um banco para outro.

 Atualize seu plano de negócio e preze pela riqueza nos detalhes, trace uma estratégia para utilizar todo o recurso disponibilizado em algo que gere resultados em caso de aprovação, e finalmente, reúna toda a documentação necessária para efetuar a solicitação.

De acordo com o Sebrae, os principais documentos geralmente exigidos são:

  • Certificado MEI;

 

  • Comprovante de residência atualizado;

 

  • Comprovante de renda pessoal e comprovante de faturamento da empresa;

 

  • CPF e original mais cópia simples ou cópia autenticada de documento oficial com foto;

 

  • Plano de negócios da empresa;

 

  • Comprovante de Inscrição e de Situação cadastral do CNPJ atualizado;

 

  • Alvará de funcionamento, quando aplicável;

 

  • Cópia dos últimos doze comprovantes de quitação do Simples Nacional emitido pelo portal e-CAC;

 

  • Balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício com assinaturas do contador e do administrador da empresa, referente aos três últimos exercícios;

 

  • Relação de vendas assinada pelo contador da empresa, referente ao último exercício social (ou do período decorrido até o momento, caso a empresa não tenha encerrado seu primeiro exercício social);

 

  • ·         Autorização para consulta aos sistemas restritivos e à central de risco de crédito do Sistema de Informações do Banco Central (SISBACEN);

 

  • ·         Escrituras dos Bens Imóveis e CRV – Certificados de Registros de Veículos, caso a empresa possua.

CREDMEI: O que é e como funciona?

O CREDMEI é um programa do governo federal, disponível para microempreendedores individuais, que oferece produtos financeiros para as empresas.

Este programa de simplificação do acesso a produtos e serviços financeiros é um serviço do governo federal junto às instituições financeiras credenciadas que facilitam e viabilizam produtos e soluções financeiras para o microempreendedor individual.

Esse serviço é gratuito e tem como objetivo disponibilizar essas soluções financeiras para que o MEI possa ampliar o seu negócio.

Para solicitar o CREDMEI, o empreendedor precisa acessar o e-CREDMEI a partir da opção “Acesse o e-CREDMEI”, disponível na página do Portal do Empreendedor, ter uma conta de acesso único do governo (conta gov.br) – antigo Brasil Cidadão, e ter em mãos um documento de identidade, um comprovante de residência e a última DASN-SIMEI apresentada.

Através do CREDMEI, o microempreendedor individual pode ter acesso a diversas soluções financeiras que podem ajudar a empresa evoluir, entre elas:

  •         Solicitar a abertura de uma conta corrente de pessoa jurídica, onde será possível realizar as movimentações financeiras empresariais e ter cartão de crédito ou débito empresarial;

 

  •         Obter máquinas de débito e crédito, para facilitar o recebimento no momento da venda de produtos ou prestação de serviços;

 

  •         Solicitar a antecipação de recebíveis, para receber à vista os valores vendidos no crédito;

 

  •         Crédito para ampliação do negócio;

 

  •         Crédito para comprar um automóvel (carro, moto, etc.);

 

  •         Crédito para a compra de mercadorias, insumos ou matérias-primas para fabricação;

 

  •         Crédito para comprar máquinas, equipamentos, móveis ou utensílios de produção, itens necessários para manter as atividades;

 

  •         Seguros para proteger seu negócio ou sua família;

 

  •         Investimentos, entre outros.

 

Mesmo que toda a documentação necessária seja entregue e esteja regular, assim como quando consultados, o seu CPF e o CNPJ, retornem que não há restrições, o seu pedido de empréstimo pode ser indeferido.

Isso porque cada instituição financeira possui critérios particulares para a aceitação de concessão de crédito.

Finanças empresariais organizadas e separadas das contas pessoais

Na verdade, essa tarefa é muito simples: tendo em mente que o caixa da empresa não é a sua carteira e de que o lucro do negócio não é seu desde que não haja distribuição, o valor devido pela empresa a você fica restrito ao pró-labore.

O Pró-labore se refere à parcela que a empresa te paga por seu trabalho prestado mensalmente para a manutenção e administração da atividade.

Quando a empresa aufere lucro, é interessante que este valor seja reservado para futuros investimentos e eventuais emergências, no caso de uma crise financeira, por exemplo.

Quando o empreendedor confunde os caixas, as informações ficam irreais e desta forma é impossível ter noção das capacidades atuais da empresa.

É muito importante esta separação, pois além de manter o equilíbrio das contas das pessoas – a física e a jurídica – as finanças ficam mais organizadas e as informações ganham melhor utilidade para tomadas de decisão.

Links úteis:

Portal do Empreendedor
Sebrae

Rafa M.

Bacharel em Administração de Empresas e redatora.

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